quarta-feira, junho 27

Lanterna dos Afogados



Quando tá escuro e ninguém te ouve. Quando chega a noite e você pode chorar, há uma luz no túnel dos desesperados. Há um cais do porto pra quem precisa chegar. Eu tô na lanterna dos afogado,  eu tô te esperando, vê se não vai demorar. 
Uma noite longa por uma vida curta, mas já não me importa basta poder te ajudar. E são tantas marcas que já fazem parte do que sou agora, mas ainda sei me virar. Eu tô na lanterna dos afogados, eu tô te esperando vê se não vai demorar. 
http://www.vagalume.com.br/cassia-eller/lanterna-dos-afogados.html#ixzz1z2MSgZE5

Entre o real e o imaginário nosso pensamento se encontra

Eu jurei para mim que nunca mais ligaria. Jurei que não procuraria mais e tentaria esquecer. Apaguei vestígios, excluí fotos e joguei fora aquela correntinha prateada. Só de pensar que já se passaram mais de quatro anos. E que antes desses quatro, éramos crianças que não sabiam o que seria da vida.
E fazíamos planos e juras, sem poder cumprir nada daquilo. Pelo irônico destino ou a confiança devotada. Palavras a mais, atitudes inusitadas. Coisas que não voltam mais. Só de pensar essas poucas palavras vem uma vontade enorme de pegar o telefone e ligar, vontade de resgatar os vestígios. Mas se for parar pra pensar.. Quanto tempo passou? Não tem como, a estrada dá um jeito de se esbarrar. Uma ligação, uma recaída, um amor da vida que não existe mais. Ou ao menos não poderia deixar entrar e arrebatar tudo. 

sábado, junho 23

Por que o mundo ficou melhor depois da Rio+20




Do Aterro do Flamengo ao Riocentro: um giro pelos eventos paralelos que aconteceram durante a Rio+20, o maior evento de sustentabilidade do mundo.
  André Trigueiro 

O vídeo do Cidades e Soluções revela um esforço coletivo de reportagem para registrar – com todas as óbvias limitações inerentes à essa missão – o que de importante houve nos dias da Rio+20, especialmente nos eventos paralelos à cúpula dos chefes de Estado. De viva voz, as pessoas que participaram desses movimentos expressam os resultados alcançados. Esse mosaico de ideias e atitudes configura um dos mais belos retratos de como a sociedade civil organizada – e outras esferas de governo – não desperdiçou tempo no Rio.
Da mobilização dos prefeitos da C-40 ao programa Municípios Verdes no Pará.
Da espiritualidade contagiante de Leonardo Boff ao esmero tecnológico sustentável da dupla Imazon/Google.
Da erudição engajada de quem foi presidente (FHC) à forma esverdeada de fazer política de quem quase chegou lá (Marina).
Um formigueiro humano alastrou o vírus da “cidadania ecológica planetária” a partir do Aterro do Flamengo.
As mais incríveis e revolucionárias ideias foram transmitidas on line pelo TedxRio+20 no Forte de Copacabana.
O consistente avanço do conhecimento científico na PUC.
Você pode até continuar achando que a Rio+20 não teve resultados importantes.
Mas o fato é que, a partir da Conferência, o mundo ficou melhor.
Se os governantes hesitam, há quem tome a dianteira e faça a diferença em favor de um mundo melhor e mais justo.
O mundo que nós queremos.


quinta-feira, junho 21

TEDxRio+20 : Poder Humano



“Já há quem diga que nossa espécie já pode ser chamada de homo evolutis, um passo além do homo sapiens. Afinal, somos a única espécie que consegue modificar outras espécies no planeta, incluindo a própria. Este é o poder humano. Que cria a penicilina e bombas atômicas. Que cria o futebol e a tortura. Que compõe a nona sinfonia e constrói o muro de Berlim. Que domina viagens espaciais e também exércitos infantis para dominar diamantes. O poder que constrói, mas que também destrói.”


Mais humano não poderia ser o TEDxRio+20, que ocorreu no Forte de Copacabana, nos dias 11 e 12 de junho. O evento antecedeu o início Rio+20, a Conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, e contou com um cenário espetacular. Pessoas de diversas localidades do Brasil e do mundo em sintonia para a apresentação de uma sequência de palestras dinâmicas que destacaram o lado humano nas iniciativas de um mundo mais equilibrado nas esferas social, ambiental e econômica.
Ao todo foram 6 blocos, 28 palestras e 900 convidados, divididos em dois dias de evento. O primeiro foi composto de quatro blocos, da cegueira à percepção, da ignorância à sabedoria, do valioso ao inestimável e da inação ao poder. O segundo, apresentado em outros dois blocos, de um para todos e do caos à ordem.
As ideias apresentadas foram as mais variadas como as mais variadas como blocos de pavimentos que absorvem a energia da pegada convertendo em energia elétrica (Pavegen, projeto de Laurence Kemball-Cook), bolas de futebol que acumulam energia e tem capacidade para carregar celulares e alimentar lâmpadas, carregar o celular enquanto o usuário anda, usando somente a energia da própria respiração. E também estudos como A Ciência do Início da Vida, de Eleanor Luzes, proteção de ecossistemas marinhos e sobre o impacto que a poluição nos oceanos causa no clima da Terra, técnicas de imagem, reproduzindo a Cidade do Samba, entre outros.
Ao sair de um evento como esse, é comum estar em estado de êxtase. Em proporção, o espaço fica pequeno para tantas experiências diversificadas. O “ecossistema” TED é uma plataforma de conexão de ideias e pessoas que contribuem para uma vida melhor.

Veja abaixo a relação dos palestrantes:

  • Adriana Gryner – ONG TemQuemQueira
  • Cátia e Cláudia Alencar – ex-atletas de remo
  • Colomban de Vargas – biólogo
  • Daniel Magnus Cheiftez – CEO Building Energy
  • Eleanor Luzes – médica-psiquiatra
  • Fabien Cousteau – cineasta aquático
  • Gabor Maté – psicólogo
  • Hans Donner – designer
  • Helio Mattar – Instituto Akatu
  • Jarbas Agnelli – diretor de arte e músico
  • Jean-Michel Cousteaus – oceanógrafo, ambientalista e produtor
  • Jessica Matthews – Projeto SOccket
  • Jim Robbins – escritor e jornalista
  • João Lammoglia – designer
  • José Luis Cordeiro – engenheiro Singularity University
  • José Maria Gomes Neto  - astrólogo e escritor
  • Kiran Bedi – ativista social
  • Laurence Kemball-Cook – engenheiro, Pavegen
  • Marina Silva – ex-ministra do Meio Ambiente
  • Martina Hauser – Ministério Italiano do Meio Ambiente, Terra e Mar 
  • Natalie Jeremijenko – Clínica de Saúde Ambiental x Design – Nova Iorque
  • Nilton Bonder – rabino, escritor e consultor de empresas
  • Severn Suzuki – ativista ambiental  - “a menina que calou o mundo por cinco minutos, Eco92”
  • Tony Haymet  - pesquisador – CleanTech San Diego
  • Vik Muniz – artista brasileiro – “Lixo Extraordinário”
  • Viviane Cunha – arquitetura sustentável
  • Winnie Lau – Marin Ecosystem Services, MARES
Karen Garcia 

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TED e TEDx

TED é uma organização sem fins lucrativos dedicada às ideias que merecem ser espalhadas. A partir de uma conferência de quatro dias na Califórnia em 1984, o TED cresceu para apoiar ideias revolucionárias com múltiplas iniciativas. Na época o TED trazia pessoas de três mundos profisisonais: Tecnologia, Entretenimento e Design. Vem daí seu nome.
Como palestrantes do TED, nomes como: Bill Gates, Jane Goodall, Elizabeth Gilbert, Sir Richard Branson, Benoit Mandelbrot, Philippe Starck, Ngozi Okonjo-Iweala, Isabel Allende e o ex-Primeiro Ministro Britânico Gordon Brown.
No espírito das ideias que merecem ser espalhadas, TEDx é um programa de eventos locais, auto-organizados que juntam pessoas para compartilhar um experiência TED. Em um evento TEDx, vídeos TED Talks e palestrantes ao vivo são combinados para despertar uma profunda discussão e uma conexão em um pequeno grupo. Esses eventos locais, auto-organizados são chamados TEDx, onde x = evento TED organizado de forma independente. TED Conference dá orientações gerais para o programa TEDx, mas os eventos individuais TEDx são auto-organizados. ( Sujeitos a certa regulamentação.)
O programa TEDx traz a comunidades, organizações e indivíduos a oportunidade de estimular o diálogo através da experiência TED num nível local, ou seja: ser multidisciplinar, focado no poder das ideias para mudar as atitudes, a vida e, finalmente, o mundo.
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terça-feira, junho 19

Rosto inteiro

O mistério no seu olhar acompanha o gingado que convida ao delírio. As dúvidas se esvaem e o tapete mágico pega pelos pés, fazendo flutuar. O sorriso é reflexo da alegria que a presença dá. 
As mãos que percorrem meu corpo, são as mesmas que acariciam a viola, cuja melodia flui como água de rio regando os corações. 
A simplicidade do gesto e espontaneidade das palavras são o que fazem suspirar. São as coisas mais lembradas nos tempos de saudade. E na hora de dormir, no último suspiro me vem o teu cheiro e os sonhos.

Tem tempo pra viver?

Hoje o dia foi corrido. 
Essa semana está corrida. 
O mês será corrido. 
E quando a gente vê, se passou uma vida. 













Tá faltando tempo, ta sobrando responsabilidade. 
O tempo é o mesmo, só a gente que corre mais. 
E não pára, não pára. 

Tá sobrando trabalho e faltando descanso. 
A gente se cobra todo tempo do tempo que não tem. 
Tempo que não pára. 
E não pára, não pára. 

Ta faltando disponibilidade e sobrando saudade. 
A distância sempre foi a mesma, mas parece tudo mais longe. 
E cadê o tempo para fazer visita? 
Quem é que consegue mandar flô?

Ta sobrando raiva no trânsito e faltando paciência em casa.
A gente faz a sociedade de que tanto reclamamos.
Quem é a mudança do mundo?
Que não pára
E não pára, não pára.

Ta faltando disposição pra amar e sobrando força pra sofrer.
O céu sempre foi azul, a gente que não quer enxergar.
Sol que se põe no entardecer, avisa o tempo
Que não pára.
E não pára, não pára. 

E esse tempo que não pára. 
E não pára, não pára. 

sexta-feira, junho 8

O amor é limpo


Falar de amor é tão mais fácil, é tão mais limpo e mais sublime. Chega de cotidiano, dor e doença. 
Chega de politicagem, opção sexual e descrença. 
Amor, tema batido que nunca sera clichê.  O sentimento bom que faz o coração pulsar, a pele arrepiar e as pernas tremer. Que é colorido por trilhas sonoras bonitas, que faz suspirar e alegra a vida. 

Hoje eu quero saber de amor, não de dor. 

O medo de morrer nos mata por antecipação

Por Edival Lourenco 
Toda atividade humana tem como função básica livrar-se das garras da morte. É para não morrer que a gente dorme, que a gente se levanta, que a gente ama, que a gente estuda, trabalha, xinga, blasfema, reza ladainhas, faz discurso na praça, arruma um ponto de mínimo conforto nas engrenagens da sociedade e acaba por constituir um diferencial, uma persona, uma identidade única no meio de tantas criaturas semelhantes. A morte é a alavanca propulsora de toda energia vital.  
Para não morrer, você se converte a uma fé supostamente redentora e se dobra diante de um Deus furtivo. Passa a agir, não por si mesmo, mas pelo índex do que pode e do que não pode, segundo os dogmas de sua seita, na fervorosa ilusão de que morrendo fisicamente na fé haverá de ressurgir eternamente na graça do Deus glorificado. Em outras palavras: por medo de morrer, você acaba morrendo um pouco por antecipação.
Para não morrer, você espreme os miolos até encontrar uma ideia genial e inventar um treco sui generis que caia no agrado do consumidor e vá vender feito pão fresco às três da tarde. E a venda dessa coisa há de deixá-lo podre de rico (que podre de pobre não tem o poder de afugentar a morte) de tal sorte que possa encomendar o iate mais longo do mundo, possa arrumar para deleite as pessoas mais cobiçosas que possa haver, comprar a mansão com cômodos a sumir de vista (ainda que seu corpo para desfrutá-la seja um só) juntar na extensão da garagem os carros mais desejados da terra, mesmo que você jamais terá tempo de se sentar no cockpit de um bólido desses e ziguezaguear pelas ruas do bairro ou pegar um estrada sem rumos e curtir a  paisagem na magia do entardecer.
Mas ao virem você movimentado com desenvoltura por entre tamanha tranqueira, as revistas de fofoca, as colunas de jornais e outras frívolas comunicações haverão de proclamar que você é um dos tais que venceu na vida e quem vence na vida tem a nítida sensação de haver afugentado a morte para o estrangeiro. Lembre-se. Para os dias de hoje, vencer na vida nada mais é do que juntar tranqueiras.      
Para não morrer, você se entulha de compromissos, cada um mais vazio do que o outro. No entanto, correndo assim de agenda cheia, terá a sensação de elevada importância nos acontecimentos sociais. E quem está tão cheio de compromissos e ocupações não será por certo agredido pela foice da morte. Ou porque você é muito importante para ser suprimido do quadro dos acontecimentos, ou porque você se distrai da “indesejada das gentes” e, uma vez se achando distraído, ela poderá até se esquecer de você. Ou você não é daqueles que pensam que o acaso vai lhe proteger enquanto andar distraído?   
Para não morrer, você se acasala e constitui prole, e espera dela, no esgalhamento, que venham netos, bisnetos e tudo o mais. E assim na sucessão das gerações, na memória daqueles que de você provêm, haverá de permanecer vivo, como um fantasma precursor, já sem carne, já sem ossos, já refeito, ou melhor, quase desfeito, na vaga lembrança dos descendentes. Porque uma vida só não lhe é bastante. É preciso se esticar para marcar fortemente sua passagem no mundo. 
Para não morrer é que você espreme seu cérebro já constipado pelo tempo e pelo mau uso, buscando algumas gotas que possam expressar o inexpressável, aquilo que se sente num leve vagar, mas que a palavra se furta a construir um sentido minimamente palatável, diante da confusão de tanta coisa, de um mundo fracionado e quebradiço, que não se deixa ser abarcado por uma noção de sentido.  
Para não morrer, você se imiscui nas entidades sociais, classistas ou culturais e exigem que lhe ergam bustos, que lhe afixem retratos nos murais, que lhe atribuam nomes de auditórios, bibliotecas, ruas e logradouros, até que de você mesmo ninguém se lembre mais, no entanto seu nome permaneça ali, numa lembrança deslembrada, numa forma precária de não estar morto, gozando do mais vivo “anonimato público”. 
Tudo para fugir da morte. 


http://www.revistabula.com/posts/colunistas/o-medo-de-morrer-nos-mata-por-antecipacao

O corpo padece

Vai saber o que se passa por dentro. Vai entender o que pensam as células que percorrem o corpo todo através do sangue quente. Células, o que voces querem? De que voces precisam? 
Uma massa cinza que chamamos de cérebro padece de cuidados. As formigas percorrem cada curva da minha caixa craniana. Nao tenho sonhado mais. 
Eu penso em drenos por todo o meu corpo sem saber ainda o que tenho, tento afastar esses pensamentos. 
Drama ou o que quer que seja nao posso negar as ideias. Nao posso negar que nao sei o motivo dessas dores infernais. E a ansiedade corroi mais do que qualquer outra coisa. 
Uma alimentaçao leve, nada de alcool, sonhos, drogas ou alucinaçoes. 
Mais cinco minutos, daqui a pouco eu levanto e vou viver. 

quarta-feira, junho 6

sexta-feira, junho 1

Essa coisa louca que é paixão

Amanhã o despertar será difícil. 
Passei a noite toda, o dia inteiro
Pensando em uma alma penada. 
Em uma alma perfumada
Encantada, apaixonada.