sábado, novembro 3

Caminho





Me guio pelos trilhos 
Ida e volta 
Em cada esquina tem uma cor diferente 
Cada canto uma história para contar 

domingo, outubro 28

Novo lar


No subir e descer dos andares, vez ou outra esbarramos com uma senhorinha andando de vagar. 
As irmãs todas de azul fizeram um voto para servir. Uma residência de jovens que tem como mentora Maria Imaculada, santa que acolhia jovens. Bonita missão. 
Os largos e iluminados corredores parecem não ter fim. Escadas ligam setores e andares. Cada porta leva a um ambiente inimaginável. Após percorrer os infindáveis corredores e saborear as vistas das grandes janelas, no final do corredor da Ala 3 do quinto andar, a penúltima porta é a minha. 
Uma cama, uma mesinha, uma cômoda, uma janela, um armário embutido e uma mala carregada de esperanca. Lá seria meu novo lar. Estava feliz. 
Haveria que ter boa conduta e respeitar as regras. Compartilhar, cooperar e pertencer. Estava ainda assimilando isso tudo. Não me impunham nada, apenas abriam sua casa e me davam um canto por um preco amigável e a tranquilidade de uma nova família. 
Eu deveria providenciar todos os meus pertences para uso pessoal, desde utensílios de limpeza até minha roupa de cama. Adorável! Cuidar de minhas coisas, pensar em mim. Nada mal. 
Na manhã de sábado levei as poucas coisas que eu tinha, instalei em um canto do quarto e respirei fundo. Iria dormir a primeira noite na casa de uma amiga que era pròxima a residência. 
Ao atravessar a porta principal o meu coracão batia mais calmo e o silêncio do lugar me dizia que um novo tempo comecara. Meu coracão estava em paz. 


Referencial?

Hoje eu não conseguiria enumerar meus ídolos, meus gostos e hábitos. Gosto de coisas que nem sei o nome, outras me agradam no contato primeiro e que eu posso enjoar em menos de um mês. 

sexta-feira, outubro 19

Pela estrada a fora...



Existem momentos que a vida nos proporciona o poder de parar o tempo. Ao respirar fundo a gente analisa a nossa trilha como se estivesse em uma alta montanha, olhando para uma grande estrada contínua. É possível ver melhor onde existem falhas, apontar as qualidades e tentar vislumbrar um possível futuro. Nesta tentativa, respira-se fundo mais uma vez. Apesar de ser apenas um palpite, o ar aspirado é carregado de esperança. 
É possível entender as curvas, cada uma com o seu motivo específico. Enxerga-se os altos e baixos com mais sensatez... Nessa hora a vida passa como filme e as vezes até surgem vertigens. A vontade de chorar e de rir se misturam e a sensação é de tranquilidade. A certeza de que dias melhores virão.