sábado, agosto 3
Vida de encontro
Pensamentos soltos sobre a magia dos encontros. Com tantos habitantes, com tantos momentos... aquelas pessoas, aquelas palavras, aquele instante. Coisas que duram pouco mas ficam pra sempre. E depois? Ah.. vai saber!
quinta-feira, agosto 1
Aqui e agora.
Vamos começar colocando um ponto final, pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim.
Vamos acordar! Hoje tem um sol diferente no céu, gargalhando no seu carrossel. Gritando: nada é tão triste assim! É tudo novo de novo! Vamos nos jogar onde já caímos!
Tudo novo de novo! Vamos mergulhar do alto onde subimos!
Vamos celebrar nossa própria maneira de ser, essa luz que acabou de nascer, quando aquela de trás apagou... e vamos terminar, inventando uma nova canção, nem que seja uma outra versão pra tentar entender que acabou.
domingo, dezembro 2
Momento presente
No portão de madeira perto da prainha se iniciava um caminho de pedras que ia subindo até o jardim. Uma casinha caiçara, rodeada de tanto verde e muita luz. Jaqueiras, cambucás, palmeiras, amendoeiras, e uma lista de perder os nomes, rodeavam aquele lugar que emanava alegria.
Com um sorriso de orelha a orelha, me recebia Neuseli, a fada e Amiga, sua esperta cadelinha. Os passarinhos cantando pelos galhos em sinfonia com as ondas do mar. O bem-te-vi dava suas boas vindas, pedindo muita atenção. Logo mais, o carcará vinha pedir comida.
Deitada no gramado, eu olhava o sol penetrando a copa das árvores. Naquele momento, o melhor lugar era onde eu estava.
quinta-feira, novembro 29
O amor
Foto: Lucia São Thiago
Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para
amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero
dizer-te é que te amo?
- Fernando Pessoa
- Fernando Pessoa
Eu preciso encontrar um amor, que me deixe arrasado na
cama. Um amor que desperte um desejo, um amor que me cale com um beijo, um amor
que mova montanha.
Um amor que não tenha capricho, um amor que me jogue no lixo, um amor que me
pegue de jeito.
- Chiclete com Banana , eu quero esse amor.
- Chiclete com Banana , eu quero esse amor.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
– Luís de Camões
– Luís de Camões
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
– Carlos Drummond de Andrade
– Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, novembro 20
Estrela, brilha!
Quero que saiba, acima de tudo, você é linda.
É lindo a maneira como você cuida dos outros e vê o mundo.
Queria também que soubesse que eu acredito em você. Mas isso não basta, você precisa acreditar em si.
É lindo a maneira como você cuida dos outros e vê o mundo.
Queria também que soubesse que eu acredito em você. Mas isso não basta, você precisa acreditar em si.
segunda-feira, novembro 19
Amorosidade
Dizem que falta
amorosidade entre as pessoas nos dias de hoje. O que exatamente isso significa?
Por Eugenio Mussak
-Há dois tipos de pessoas no mundo. As que vivem em estado de egoísmo e
as que vivem em estado de amor.
Faz muito tempo que eu escutei essa ponderação de uma pessoa muito
amorosa, inteligente e uma pianista excepcional: a professora Adelaide Moritz,
minha mestra na música e na vida. Nunca me esqueci de sua análise por dois
motivos: porque ao colocar “estado de” antes dos substantivos egoísmo e amor,
ela criou uma nova classificação da condição humana; e porque ela qualificou o
egoísmo como o antônimo de amor, e não o ódio, como seria de esperar.
Ela fez isso porque não se referia ao amor em si, e sim à condição de
amar como um jeito de ser. É quase uma filosofia viver em estado de amor, o
mesmo que estar conectado com o mundo por um cordão de luz, que ilumina as
relações e as torna sempre agradáveis, independentemente de serem afetivas,
familiares ou profissionais.
Por outro lado, viver em estado de egoísmo seria o mesmo que criar um
cordão de isolamento que afasta as pessoas e condena seu “usuário” a uma vida
pobre de espírito e curta de esperança. Viver em egoísmo significa querer só
para si, não compartilhar, desconsiderar as necessidades e os sentimentos
alheios. Ser um habitante do estado de egoísmo é o mesmo que declarar guerra ao
mundo, usando como armas as palavras duras, a desconfiança permanente, o
desrespeito latente.
Todos conhecemos pessoas dos dois tipos, mas vou falar aqui do primeiro
jeito de ser, claro. Das pessoas que, por índole e por opção , vivem em
amorosidade, o que não significa que não possam ser duras se isso for
necessário para reinstalar a ordem no mundo ao seu redor. Lembro que a professora
Adelaide era amada por seus alunos até quando, exigente, mostrava que não
estava satisfeita com o desempenho deles. Pessoas amorosas são assim, são
amadas porque são amorosas e são amorosas porque não têm medo de ser amadas. Há
quem diga que amar é fácil e que ser amado é difícil. Os verdadeiramente
amorosos deixam aberto o caminho nos dois sentidos.
Mas é importante esclarecer que ser digno de amor não é ser bonzinho,
certinho, modesto e gentil para fazer amigos e influenciar pessoas. Isso é ser
polido, amável. “A polidez é um simulacro da moral”, afirma o filósofo
André Comte-Sponville, que se seu ao
trabalho de escrever o Pequeno Tratado
das Grandes Virtudes.
Ele afirma que agir de modo amável não é ser amoroso, mas é um bom
começo. A esperança é que da polidez surja o nobre sentimento, mas nada é
certo. Ao preencher o amor que lhe falta, por hábito ou por educação, a
moralidade pode virar amorosidade, seu estado mais alto. Ao atingir esse auge,
as virtudes se dissolvem e viram uma só, passando a ser praticadas sem
artifício, ao natural, com amor verdadeiro.
Segundo essa visão, viver em estado de amor pode ser uma opção, algo que
pode ser desenvolvido conscientemente, uma atitude que começa na mente e acaba
instalando no coração um novo jeito de ser. E o mundo agradece por isso.
quarta-feira, novembro 14
ψυχαδερφή
Em um futuro não distante, pode ser que eu bata à sua porta aí do outro lado do mundo só para dizer Oi.
On the subway
Uma cidade. Seis milhões de pessoas. Cento e sessenta e um bairros.
Ruas, metrôs, ônibus, vielas.
Ruas, metrôs, ônibus, vielas.
Um encontro inesperado. Uma pessoa e um comentário fútil.
É de dar risada e partir o coração.
É de dar risada e de cuspir no chão.
É de dar risada e de cuspir no chão.
segunda-feira, novembro 12
Outubro, 2012
Faz pouco mais de um mês que eu resolvi mudar. Sim, eu larguei tudo. Mais uma vez.
Em menos de uma semana, estava eu em uma nova cidade, reconstruindo sonhos e refazendo planos. Uma mochila cheia de esperança, um bolso com pouca grana e um coração bem aberto para as novas oportunidades. Mais uma vez eu me joguei de cabeça e resolvi dar chance para mim. Pensando em mim.
Não é questão de egoísmo ou qualquer coisa do tipo. Dizem que a gente só pode cuidar do outro, quando primeiramente cuida de si e é preciso estar bem para fazer o bem. Foi isso que eu vim fazer.. Eu não sabia muito bem atrás do que estava vindo, mas vim. Dei minha cara a tapa, vim me permitir.
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Na primeira semana, quando eu coloquei meu pé no chão e me perguntei "Que diabos realmente eu vim fazer aqui?", quando o dinheiro estava quase no final e eu não tinha ideia de que rumo eu ia tomar. Afinal, eu tinha um trabalho, estava na casa de amigos e tinha pouco mais de duzentos reais. Em pouco tempo, as coisas clarearam na minha cabeça e eu comecei a correr atrás de um lugar para mim. Em duas tentativas fracassadas, uns calotes recebidos, acabei encontrando por acaso o lugar em que me encontro hoje.
O quarto não é grande e ainda não tem a minha cara. A não ser pela bagunça ocasional que faço antes de ir para o trabalho e acaba se acumulando quando volto cansada e resolvo dormir.
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Me esforço para acordar cedo. Existe algo que me impossibilita levantar quando o despertador toca. Nas inúmeras tentativas de trocar o toque, cheguei ao ponto de selecionar o canto de um galo. Não funciona.
Quando penso que vou conseguir acordar cedo e participar das refeições comuns, estou enganada. Confesso conseguir este feito ocasionalmente, mas não sempre. Não mais que duas vezes por semana.
Quando penso que vou conseguir acordar cedo e participar das refeições comuns, estou enganada. Confesso conseguir este feito ocasionalmente, mas não sempre. Não mais que duas vezes por semana.
No caminho para o escritório, quase chegando. Tem um muro alto, com grade mais em cima. E de lá, ficam cãezinhos cantando uma musica de cachorro. Todo dia, sem hora marcada.. Eles fazem graça.
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As vezes me pego no terraço, agradecendo ao Papai do Céu e sentindo saudade de pessoas. Matutando sobre coisa ou outra. Respirando vida. Amém.
terça-feira, novembro 6
O meu amor, Chico Buarque.
O meu amor tem um jeito manso que é só seu e que me deixa louca quando me beija a boca. A minha pele toda fica arrepiada e me beija com calma e fundo até minh'alma se sentir beijada... O meu amor tem um jeito manso que é só seu, que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos com tantos segredos lindos e indecentes. Depois brinca comigo, ri do meu umbigo e me crava os dentes. Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz! Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz.
O meu amor tem um jeito manso que é só seu, que me deixa maluca, quando me roça a nuca. E quase me machuca com a barba mal feita e de pousar as coxas entre as minhas coxas quando ele se deita.
O meu amor tem um jeito manso que é só seu, de me fazer rodeios, de me beijar os seios, me beijar o ventre e me deixar em brasa... Desfruta do meu corpo como se o meu corpo fosse a sua casa.
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz! Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz!
sábado, novembro 3
Caminho
Me guio pelos trilhos
Ida e volta
Em cada esquina tem uma cor diferente
Cada canto uma história para contar
domingo, outubro 28
Novo lar
No subir e descer dos andares, vez ou outra esbarramos com uma senhorinha andando de vagar.
As irmãs todas de azul fizeram um voto para servir. Uma residência de jovens que tem como mentora Maria Imaculada, santa que acolhia jovens. Bonita missão.
Os largos e iluminados corredores parecem não ter fim. Escadas ligam setores e andares. Cada porta leva a um ambiente inimaginável. Após percorrer os infindáveis corredores e saborear as vistas das grandes janelas, no final do corredor da Ala 3 do quinto andar, a penúltima porta é a minha.
Uma cama, uma mesinha, uma cômoda, uma janela, um armário embutido e uma mala carregada de esperanca. Lá seria meu novo lar. Estava feliz.
Haveria que ter boa conduta e respeitar as regras. Compartilhar, cooperar e pertencer. Estava ainda assimilando isso tudo. Não me impunham nada, apenas abriam sua casa e me davam um canto por um preco amigável e a tranquilidade de uma nova família.
Eu deveria providenciar todos os meus pertences para uso pessoal, desde utensílios de limpeza até minha roupa de cama. Adorável! Cuidar de minhas coisas, pensar em mim. Nada mal.
Na manhã de sábado levei as poucas coisas que eu tinha, instalei em um canto do quarto e respirei fundo. Iria dormir a primeira noite na casa de uma amiga que era pròxima a residência.
Ao atravessar a porta principal o meu coracão batia mais calmo e o silêncio do lugar me dizia que um novo tempo comecara. Meu coracão estava em paz.
Referencial?
Hoje eu não conseguiria enumerar meus ídolos, meus gostos e hábitos. Gosto de coisas que nem sei o nome, outras me agradam no contato primeiro e que eu posso enjoar em menos de um mês.
sábado, outubro 27
sexta-feira, outubro 19
Pela estrada a fora...
Existem momentos que a vida nos proporciona o poder de parar o tempo. Ao respirar fundo a gente analisa a nossa trilha como se estivesse em uma alta montanha, olhando para uma grande estrada contínua. É possível ver melhor onde existem falhas, apontar as qualidades e tentar vislumbrar um possível futuro. Nesta tentativa, respira-se fundo mais uma vez. Apesar de ser apenas um palpite, o ar aspirado é carregado de esperança.
É possível entender as curvas, cada uma com o seu motivo específico. Enxerga-se os altos e baixos com mais sensatez... Nessa hora a vida passa como filme e as vezes até surgem vertigens. A vontade de chorar e de rir se misturam e a sensação é de tranquilidade. A certeza de que dias melhores virão.
terça-feira, outubro 16
Um sonho simples
Acordou, tomou seu café, respirou fundo e sorriu. Olhou a sua volta, era o seu mundo, seu universo.
Era o seu abrigo e seu endereço. O sentimento não era físico, mas referencial.
É ali, ou lá. Aqui. Meu, mas pode ser nosso.
Uma colcha colorida, uma toalha branca. Janelas e cortinas, ar e música a gosto.
Era direito seu, sonho e ideal. Não o físico, nada de físico. Só a conquista, a identidade. Um lar.
Um passo de cada vez
Essa vida brincalhona, que pinta o sete na estrada que a gente anda..
Como escadas que mudam de corredor, quando a gente pisca, mudou de rumo. Mas ainda assim, em cada degrau existe uma esperança, uma nova chance. É só seguir em frente.
Que em cada degrau exista um pouco esperança para renovar a caminhada.
Que em cada degrau exista um pouco esperança para renovar a caminhada.
terça-feira, outubro 9
Pra rua me levar
Não vou viver como alguém que só espera um novo amor. Há outras coisas no caminho aonde eu vou. As vezes ando só, trocando passos com a solidão, momentos que são meus e que não abro mão.
Já sei olhar o rio por onde a vida passa sem me precipitar e nem perder a hora. Escuto no silêncio que há em mim e basta... Outro tempo começou pra mim agora.
Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender. A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você.
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar, promessas que me fiz e que ainda não cumpri... Palavras me aguardam o tempo exato pra falar. Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir. Já sei olhar o rio por onde a vida passa, sem me precipitar e nem perder a hora. Escuto no silêncio que há em mim e basta. Outro tempo começou pra mim agora!
Ana Carolina
segunda-feira, outubro 1
Life could be a dream, sweetheart
Oh, life could be a dream (sh-boom)
If I could take you up in paradise up above (sh-boom)
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